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Il fu Mattia Pascal
O finado Mattia Pascal
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OFERTAS COGNITIVAS
Conhecimento Vida na Itália do início do século XX. O Risorgimento. A filosofia pirandelliana da lanterna.
AperfeiçoamentoAperfeiçoamento do italiano baseado na alta qualidade da prosa pirandelliana.
ReflexãoNosso relacionamento conosco mesmos. Quem realmente somos? Somos bons ou maus? Inteligentes ou tolos?
NARRATIVA
AutorLuigi Pirandello
GêneroRomance
TemasA fuga de si. A máscara.
PúblicoJovem, adulto
IdiomaItaliano
PeríodoInício do século XX
CenárioItália. Ligúria, Roma. Monte Carlo.
COMPOSIÇÃO
Época1904
LocalRoma, Itália
EDIÇÃO WERNECK EDITORIAL
PúblicoAssinantes
ConteúdoTexto integral
Versão em português brasileiro contemporâneo
Análise contextual e perfil do autor (até 1904) na Retrostória.

Considerada a obra-prima de Luigi Pirandello, O Finado Mattia Pascal é a estória de um homem que aproveita a oportunidade para criar uma “máscara” com a qual se torna outra pessoa. Essa mudança de identidade — e, em certo sentido, também de personalidade — nasce do desespero da sua vida, em particular da seu casamento, contraído involuntariamente pelas tramóias de uma viúva avarenta e de sua filha.

Mas, assim como o personagem esconde por trás de sua nova roupagem outro ser, assim o tema do romance esconde outro — aliás, dois outros — significados. No primeiro, o desespero de Mattia Pascal é paralelo ao do autor, cujo casamento está em frangalhos por causa da doença mental de sua mulher.

E, no segundo sentido, a aventura do personagem — sua rebelião íntima, sua fuga e seu retorno convencido de nunca poder alcançar a liberdade almejada — pode ser entendida como a história da Itália unificada: o Reino da Itália que, uma vez apagada a chama do Risorgimento, mergulha em uma mediocridade burocrática e se torna uma nação unida apenas na aparência, fraturada entre Norte e Sul, entre ricos e pobres, entre o moderno e o arcaico.

Oferta de conhecimento

A leitura de O Finado Mattia Pascal nos remete à vida na Itália — e também na Riviera Francesa — nos primeiros anos do século XX. Graças à pena de Pirandello, tão generosa em detalhes, podemos apreender algo da apatia social de uma pequena cidade da costa da Ligúria, assim como da permissividade de uma Roma que apenas trinta anos antes havia voltado a ser a capital do mundo itálico.

Além disso, como exemplo do “personagem-filósofo” pirandelliano, também podemos contemplar as meditações de Mattia Pascal, seu ódio pelo pobre Copérnico — o qual nada tem a ver com os enganos da Itália giolittiana — tudo explicado na “Retrostória”, um compêndio do contexto sociopolítico italiano e da situação pessoal do autor. Este complemento, preparado exclusivamente pela redação, visa ajudá-los a entender como e por que Luigi Pirandello escreveu O Finado Mattia Pascal.

Oferta de aprimoramento pessoal

Além do conhecimento objetivo que a leitura deste romance nos transmite, “ouvir” o italiano de Pirandello é uma grande oportunidade de aprimoramento da nossa capacidade de nos expressar na língua de Dante Alighieri e de tantos outros monumentos da literatura mundial.

Sem esquecer, obviamente, da filosofia da lanterna introduzida por Pirandello no capítulo homônimo: a lanterna representa as ilusões necessárias à nossa vida cotidiana; e o drama começa quando ela é subitamente apagada por alguém ou por um evento externo, deixando-nos no escuro, sem saber o que fazer.

Oferta de reflexão

Como muitos romances, O Finado Mattia Pascal nos oferece uma reflexão sobre nós mesmos. O que estamos fazendo de nossa vida? Somos como o jovem Mattia, iludido pela segurança de um patrimônio que diminui dia após dia, roubado por aqueles em quem confiava? Somos como aquele Mattia que se deixa enganar pela ganância de uma mulher? Ou somos como Adriano Meis, que se julga livre, mas não pode nem mesmo comprar um cachorrinho?

Mas quem sabe — talvez sejamos como o Mattia “renascido”, que na noite de sua vingança encontra o caminho correto da bondade e da compreensão?

Sumário

Mattia Pascal é um jovem órfão de pai que vive com sua mãe e seu irmão. A família é abastada, mas é roubada por seu administrador, e em pouco tempo Mattia se vê na miséria. As coisas vão de mal a pior quando as maquinações de uma viúva gananciosa o forçam a se casar com a filha grávida.

O casamento é um desastre, mas Mattia consegue um modesto alívio financeiro trabalhando na biblioteca da prefeitura. No entanto, um evento trágico o faz perder toda esperança no futuro, e um dia ele simplesmente vai embora, sem dizer nada a ninguém. Alguns dias mais tarde, um corpo é encontrado afogado perto da biblioteca e reconhecido por todos como sendo o seu.

Na realidade, Mattia Pascal estava longe, em Monte Carlo, no Cassino, onde a mão do destino lhe traz uma considerável fortuna. Mattia descobre por acaso que é dado por morto e decide viver outra vida em Roma, onde aluga um quarto na casa de uma família romana de boa linhagem, mas em dificuldades financeiras.

Apesar de sua nova liberdade, e com um certo grau de felicidade, depois de dois anos Mattia percebe que o “sistema” nunca o deixará viver como deseja, e retorna à sua cidade natal.

Contexto

O falecido Mattia Pascal foi escrito no início do século XX, em uma Itália que ainda sofria as consequências de eventos dramáticos como o Escândalo do Banco Romano e a derrota italiana na batalha de Adua, na Abissínia.

Trata-se do período do segundo governo de Giovanni Giolitti, que implementa sua própria versão do Transformismo, a arte da cooptação política, em uma Itália que ainda não conhecia bem a lealdade partidária. Se, por um lado, o governo promovia várias medidas de reforma social, por outro, a prática política afastava-se cada vez mais dos ideais do Risorgimento, a luta pela unificação da Itália travada em meados do século anterior.

E não se pode esquecer que o país ainda estava imerso na Questão Romana. Assim como seus predecessores Pio IX e Leão XIII, o Papa Pio X havia se declarado prisioneiro do Estado italiano em sinal de protesto contra a anexação forçada do Estado Pontifício ao Reino da Itália em 1870.

Mas, sobretudo, havia a condição pessoal de Pirandello, que sofria com a doença mental de sua mulheer, Maria Antonietta Portulano, a quem amava e não conseguia tratar.

Toda essa frustração, e em certo sentido amargura, levaram Pirandello a escrever O Finado Mattia Pascal: uma tragédia pessoal que, vista da distância certa, se tornava uma comédia de costumes — um dos livros mais formidáveis do século XX, que conferiu ao seu autor um lugar sólido no panteão da literatura mundial.

Perfil do autor

Considerado um dos maiores autores do século XX e um precursor do teatro do absurdo — com uma influência enorme em dramaturgos como Beckett e Ionesco — Luigi Pirandello nasceu em 28 de junho de 1867 em Agrigento (então chamada Girgenti), na Sicília, em uma família burguesa. Estudou letras em Palermo e Roma, depois mudou-se para Bonn, na Alemanha, onde se licenciou em filologia românica em 1891.

Em 1894, casou-se com Antonietta Portulano, filha de um sócio do pai. O casamento foi inicialmente sereno e o casal teve três filhos. Em 1903, porém, a inundação de uma mina de enxofre na qual os capitais de ambas as famílias estavam investidos levou à ruína econômica. O trauma provocou em sua mulher uma grave doença mental, com crises paranoicas cada vez mais intensas, muitas vezes direcionadas ao próprio Pirandello. Ele cuidou dela por anos, até sua internação em uma clínica em 1919. Essa convivência desgastante influenciou profundamente sua visão de mundo e sua obra.

Pirandello escreveu inúmeros romances, incluindo O Finado Mattia Pascal (1904) e Um, nenhum e cem mil (1926), e cerca de 250 novelas, reunidas sob o título Novelas para um ano. No teatro, foi autor de obras-primas como Seis Personagens à Procura de um Autor (1921), Henrique IV (1922) e Assim é (se lhe parece), obras que revolucionaram o teatro europeu introduzindo temas como o relativismo da realidade, o conflito entre ser e parecer, e a crise de identidade.

Nos anos vinte, fundou sua própria companhia teatral, com a qual viajou pela Europa e pelas Américas, obtendo um enorme sucesso. Em 1934, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Nos últimos anos, aproximou-se do fascismo, embora nunca tenha sido um fascista convicto. Morreu em Roma em 10 de dezembro de 1936. Coerente com seu espírito anticonvencional, recusou funerais solenes: quis ser cremado e ter as cinzas espalhadas.

Il fu Mattia Pascal
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OFFERTE COGNITIVE
Conoscenza Vita nell'Italia di inizio Novecento. Il Risorgimento. La filosofia pirandelliana del lanternino.
PerfezionamentoPerfezionamento dell'italiano basato sull'alta qualità della prosa pirandelliana.
RiflessioneIl nostro rapporto con noi stessi. Chi siamo davvero? Siamo buoni o cattivi? Intelligenti o sciocchi?
NARRATIVA
AutoreLuigi Pirandello
GenereRomanzo
TemiLa fuga da sé. La maschera.
PubblicoGiovane, adulto
LinguaItaliano
PeriodoPrimi del Novecento
AmbientazioneItalia. Liguria, Roma. Monte Carlo.
COMPOSIZIONE
Epoca1904
LuogoRoma, Italia
EDIZIONE WERNECK EDITORIAL
PubblicoAbbonati
ContenutoTesto integrale
Versione in portoghese brasiliano contemporaneo
Analisi contestuale e profilo dell'autore (fino al 1904) nella Retrostoria.

Considerato il capolavoro di Luigi Pirandello, Il fu Mattia Pascal è la storia di un uomo che coglie l’opportunità di crearsi una “maschera” con cui diventa un’altra persona. Questo cambiamento d'identità — e, in certo senso, anche di personalità — nasce dalla disperazione per la sua vita, in particolare per il suo matrimonio, contratto involontariamente attraverso l'inganno di un'avara vedova e di sua figlia.

Ma, come il personaggio cela dietro la sua nuova veste un altro essere, così il tema del romanzo nasconde un altro — anzi, due altri — significati. Nel primo, la disperazione di Mattia Pascal è parallela a quella dell'autore, il cui matrimonio è in frantumi a causa della malattia mentale della moglie.

E, nel secondo senso, l'avventura del personaggio — la sua ribellione intima, la sua fuga e il suo ritorno, convinto di non poter mai raggiungere la libertà agognata — può essere intesa come la vicenda dell'Italia unificata: il Regno d'Italia che, una volta spenta la fiamma del Risorgimento, precipita in una mediocrità burocratica e diventa una nazione unita solo in apparenza, fratturata tra Nord e Sud, tra ricchi e poveri, tra il moderno e l'arcaico.

Offerta di conoscenza

La lettura de Il fu Mattia Pascal ci restituisce la vita nell'Italia — e anche sulla Riviera francese — nei primi anni del Novecento. Grazie alla penna di Pirandello, così generosa nei dettagli, possiamo cogliere qualcosa dell'apatia sociale e civica di una piccola città della costa ligure, come anche della spregiudicatezza di una Roma che appena trent'anni prima era tornata a essere la capitale del mondo italico.

Inoltre, come esempio del «personaggio-filosofo» pirandelliano, possiamo anche contemplare le meditazioni di Mattia Pascal, il suo odio verso il povero Copernico — il quale non ha nulla a che fare con gli inganni dell'Italia giolittiana — tutti spiegati attraverso la «Retrostoria», un compendio del contesto sociopolitico italiano e della situazione personale dell'autore. Questo complemento, preparato esclusivamente a cura della redazione, vuole aiutarvi a capire come e perché Luigi Pirandello scrisse Il fu Mattia Pascal.

Offerta di miglioramento personale

Oltre alla conoscenza oggettiva che la lettura di questo romanzo ci impartisce, «sentire» l'italiano di Pirandello è un'immensa opportunità di miglioramento della nostra capacità di esprimerci nella lingua di Dante Alighieri e di tanti altri monumenti della letteratura mondiale.

Senza dimenticare, ovviamente, la filosofia del lanternino introdotta da Pirandello nel capitolo omonimo: il lanternino rappresenta le illusioni necessarie alla nostra vita quotidiana; e il dramma comincia quando viene spento di colpo da qualcuno o da un evento esterno, lasciandoci al buio, senza sapere cosa fare.

Offerta di riflessione

Come molti romanzi, Il fu Mattia Pascal ci offre una riflessione su noi stessi. Cosa stiamo facendo della nostra vita? Siamo come il giovane Mattia, illuso dalla sicurezza di un patrimonio che si assottiglia giorno per giorno, derubato da coloro di cui si fidava? Siamo come quel Mattia che si lascia ingannare dall'avidità di una donna? Oppure siamo come Adriano Meis, che si crede libero, ma non può nemmeno acquistare un cagnolino?

Ma chi sa — forse siamo come il Mattia “rinato”, che alla vigilia della sua vendetta trova la strada giusta della bontà e della comprensione?

Sommario

Mattia Pascal è un giovane orfano di padre che vive con sua madre e suo fratello. La famiglia è benestante, ma viene derubata dal suo amministratore, e in poco tempo Mattia si ritrova nella miseria. Le cose vanno di male in peggio quando le macchinazioni di un'avida vedova lo costringono a sposare la figlia incinta.

Il matrimonio è un disastro, ma Mattia ottiene un modesto sollievo finanziario lavorando nella biblioteca del municipio. Tuttavia, un evento tragico gli fa perdere ogni speranza nel futuro, e un giorno semplicemente se ne va, senza dire nulla a nessuno. Alcuni giorni più tardi, un corpo viene trovato annegato vicino alla biblioteca e riconosciuto da tutti come il suo.

In realtà, Mattia Pascal era lontano, a Montecarlo nel Casinò, dove la mano del destino gli porta una discreta fortuna. Mattia scopre per caso di essere considerato «morto» e decide di vivere un'altra vita a Roma, dove affitta una stanza nella casa di una famiglia romana di buona stirpe ma in difficoltà finanziarie.

Nonostante la sua nuova libertà, e con un certo grado di felicità, dopo due anni Mattia si rende conto che il “sistema” non lo lascerà mai vivere così, e fa ritorno al suo paese natale.

Contesto

Il fu Mattia Pascal fu scritto all'inizio del Novecento, in un'Italia che soffriva ancora le conseguenze di eventi drammatici come lo Scandalo della Banca Romana e la disfatta italiana nella battaglia di Adua, in Abissinia.

Si tratta del periodo del secondo governo di Giovanni Giolitti, che mette in pratica la propria versione del Trasformismo, l'arte della cooptazione politica in un'Italia che ancora non conosce bene la lealtà di partito. Se da un lato il governo promuove varie misure di riforma sociale, dall'altro la pratica politica si allontana sempre più dagli ideali del Risorgimento, la lotta per l'unificazione d'Italia combattuta a metà del secolo precedente.

E non si può dimenticare che il Paese era ancora immerso nella Questione Romana. Come i suoi predecessori Pio IX e Leone XIII, papa Pio X si era dichiarato prigioniero dello Stato italiano in segno di protesta contro l'annessione forzata dello Stato Pontificio al Regno d'Italia nel 1870.

Ma, soprattutto, c'era la condizione personale di Pirandello, che soffriva per la malattia mentale della moglie, Maria Antonietta Portulano, che amava e che non riusciva a far curare.

Tutta questa frustrazione, e in certo senso amarezza, portarono Pirandello a scrivere Il fu Mattia Pascal: una tragedia personale che, vista dalla giusta distanza, diventava una commedia di costume — uno dei libri più formidabili del Novecento, che conferì al suo autore un posto saldo nel pantheon della letteratura mondiale.

Profilo dell'autore

Considerato uno dei massimi autori del Novecento e un precursore del teatro dell'assurdo — con un'influenza enorme su drammaturghi come Beckett e Ionesco — Luigi Pirandello nacque il 28 giugno 1867 ad Agrigento (allora chiamata Girgenti), in Sicilia, in una famiglia borghese. Studiò lettere a Palermo e a Roma, poi si trasferì a Bonn, in Germania, dove si laureò in filologia romanza nel 1891.

Nel 1894 sposò Antonietta Portulano, figlia di un socio del padre. Il matrimonio fu inizialmente sereno e la coppia ebbe tre figli. Nel 1903, però, l'allagamento di una miniera di zolfo in cui erano investiti i capitali di entrambe le famiglie portò alla rovina economica. Il trauma provocò nella moglie una grave malattia mentale, con crisi paranoiche sempre più intense, spesso dirette contro lo stesso Pirandello. Lui la accudì per anni, fino al ricovero di lei in una clinica nel 1919. Questa convivenza logorante influenzò profondamente la sua visione del mondo e la sua opera.

Pirandello scrisse numerosi romanzi, tra cui Il fu Mattia Pascal (1904) e Uno, nessuno e centomila (1926), e circa 250 novelle, raccolte sotto il titolo Novelle per un anno. Nel teatro fu autore di capolavori come Sei personaggi in cerca d'autore (1921), Enrico IV (1922) e Così è (se vi pare), opere che rivoluzionarono il teatro europeo introducendo temi come il relativismo della realtà, il conflitto tra essere e apparire, e la crisi d'identità.

Negli anni Venti fondò la propria compagnia teatrale, con la quale girò l'Europa e le Americhe riscuotendo un enorme successo. Nel 1934 ricevette il Premio Nobel per la Letteratura.

Negli ultimi anni si avvicinò al fascismo, pur senza mai esserne un ideologo convinto. Morì a Roma il 10 dicembre 1936. Coerentemente con il suo spirito anticonvenzionale, rifiutò funerali solenni: volle essere cremato e le ceneri disperse.